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Home / Santo Inácio de Loyola

I. Iñigo, o caçula | II. O Jovem Cavaleiro | III. A perna quebrada | IV. A grande transformação | V. O homem do sacoVI. Seja o que Deus quiser | VII. O peregrino |
VIII. Um estudante cheio de conflitos | IX. Amigos do Senhor |
X. Evangelizar na pobreza | XI. Companheiros de Jesus | XII. O tronco e os ramos  

 

I - Iñigo, o caçula

Iñigo Lopes de Loyola, o futuro Santo Inácio, nasceu em 1491, não se sabe o dia nem o mês; presume-se, porém, que tenha sido por volta de 1º de junho,festa de Santo Iñigo, Abade de Oña (Burgos) pelo fato de o terem batizado com esse nome.

Iñigo  era o filho de Beltrán lbánez de Oñaz e de Marina Sánchez de Licona, da linhagem Oñaz--Loyola, família nobre de Guipúzcoa ou da "Província", como se chamou este território até o século passado.  Os Loyolas viviam numa casa-castelo que era residência e fortaleza ao mesmo tempo, construída em pedra, como tantas outras do país basco.

O duplo aspecto de lar e castelo se explica pelas freqüentes guerras que enfrentaram as principais famílias bascas entre si e, logo depois, com a Irmandade das vilas, formada pelas cidades que iam nascendo do fim do feudalismo.

Os Loyolas tinham sido sempre bem belicosos e até mesmo ferozes nesses litígios. O avô de Iñigo foi desterrado pelo rei por causa de uma destas brigas e obrigado a destruir a parte superior da casa-castelo. Mais tarde, depois de perdoado pelo soberano, permitiram-lhe reconstruir o andar superior com tijolos.

Nesta casa-fortaleza nasceu Iñigo. Os tempos eram mais calmos, não, porém, sem algumas querelas, que levam séculos para desaparecer, sobretudo num vale pequeno e fechado como o que forma o rio Urola, em cujas margens se assentam as aldeias de Azpeitia e Azcoiria, a meio caminho entre ambas ergue-se o solar natal de Iñigo. Por volta dos seis anos, o menino perdeu a mãe, seu pai, que morreu quando ele tinha dezesseis anos, abdicou de todos os seus bens e títulos, ainda em vida, em favor do filho Martín, que passou a ser senhor de Oñaz e Loyola.  Martín não era o primogênito e sim Juan que, nesta altura, já tinha morrido na guerra milanesa.

O pai de Iñigo, seu irmão Martín e a esposa deste, Madalena de Araoz, foram os que cuidaram da educação do menino, que desde cedo deve ter entendido que, sendo o último de uma família tão prolífica, ia ter de construir o próprio futuro, assim o entenderam também seus outros irmãos que foram fazer fortuna na milícia (como Beltrán e Ochoa) ou na América (como Hernando) ou na Igreja (como Pedro, que era sacerdote).

A infância de Iñigo foi a de um menino da nobreza, talvez um tanto mimado por sua condição de caçula e por ser órfão de mãe. A educação religiosa que recebeu foi mais "piedosa" que sólida. O oratório familiar da casa-castelo era dominado por um entalhe flamengo representando a Anunciação, presente feito por Isabel, a Católica, a Madalena, esposa do seu irmão Martín.

Obra do artista plástico Alexandre Freire.

Dizia-se ser um quadro milagroso, Iñigo recebeu a tonsura quando ainda quase adolescente, tornando-se, então, clérigo de "ordens menores". Destarte. poderia receber um benefício" eclesiástico. de caráter econômico, vinculado a esta condição e título. Vê-se, entretanto, pelo processo aberto contra ele em Pamplona, que seu comportamento deixava muito a desejar.

Das atas desse processo se deduz que seus costumes, seu modo de vestir-se e seu penteado estavam longe de ser os de um "homem de Igreja".

Não se sabe qual foi o delito que Iñigo e seu irmão Pedro cometeram, num dia de carnaval; deve ter sido suficientemente grave para fazê-Io fugir e recorrer à sua condição clerical, a fim de escapar da acusação. A impressão que deixam estas primeiras notícias de sua vida é que Iñigo era um rapaz um tanto tresloucado, com inclinação para brigas e certamente muito cônscio dos privilégios que lhe vinham do seu nascimento e da sua condição de fidalgo.

Calendário

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